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domingo, 28 de março de 2010

LHC poderá revelar a matéria escura.(Título modificado)


Por Robert Evans
Em Genebra

A matéria escura, que os cientistas acreditam que forme até 25 por cento do universo, mas cuja existência nunca foi provada, poderá ser detectada pelo acelerador de partículas gigante da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), disse nesta segunda-feira o diretor-geral do centro de pesquisas.

Rolf-Dieter Heuer afirmou em uma entrevista coletiva que alguma evidência da matéria poderá surgir até mesmo no curto prazo a partir do acelerador de partículas destinado a recriar as condições do Big Bang, o nascimento do universo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões de anos.

"Não sabemos o que é a matéria escura", disse Heuer, diretor do Cern que fica na fronteira entre Suíça e França, nas proximidades de Genebra.

"Nosso Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderá ser a primeira máquina a nos dar um insight sobre o universo escuro", disse ele. "Estamos abrindo a porta para a Nova Física, para um período de descobertas."

Astrônomos e físicos afirmam que apenas 5 por cento do universo é conhecido atualmente e que o remanescente invisível consiste de matéria escura e de energia escura, que formam cerca de 25 por cento e 70 por cento, respectivamente.

"Se formos capazes de detectar e compreender a matéria escura, nosso conhecimento vai se expandir para abarcar 30 por cento do universo, um enorme passo adiante", afirmou Heuer.

O LHC, a maior experiência científica do mundo centralizada num túnel subterrâneo oval de 27 quilômetros, está atualmente em atividade para, até o final do mês, colidir partículas com a maior energia já alcançada.

fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/reuters/2010/03/08/experiencia-do-big-bang-podera-revelar-a-materia-escura.jhtm

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pesquisadores do IG-Unicamp atestam que meteorito formou cratera no RS


MARIA ALICE DA CRUZ

A origem geológica do Cerro do Jarau, localizado no município gaúcho de Quaraí, na fronteira Brasil/Uruguai, é meteorítica, de acordo com evidências identificadas pelo professor Alvaro Crósta e pela geóloga Fernanda Lourenço, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. A confirmação de que se trata de uma cratera formada pelo impacto de um meteorito foi feita com base em evidências de processos de deformações encontradas em amostras de rochas, coletadas em um trabalho de campo e estudadas em laboratório por meio de microscópio. Outras evidências, segundo Crósta, são feições visíveis a olho nu, chamadas de shatter cones. Compostos por estruturas cônicas estriadas, os shatter cones são unicamente formados em crateras de impacto, pela passagem da onda de choque pelas rochas. Imagens de sensoriamento remoto obtidas por satélites também ajudaram a caracterizar essa nova cratera meteorítica.

Crósta explica que o impacto de um meteorito de grandes dimensões libera uma quantidade de energia completamente incomum a qualquer outro tipo de processo geológico existente na Terra. No caso de Cerro do Jarau, estima-se que a quantidade liberada pelo meteorito, que teria entre 600 e 700 metros de diâmetro, tenha sido equivalente a 550 mil bombas atômicas iguais à que destruiu a cidade de Hiroshima no Japão em 1945. O meteorito foi capaz de provocar uma cratera, hoje já parcialmente erodida (chamada de “astroblema”) com cerca de 13,5 quilômetros. “Não há nenhum outro processo que libere tanta energia na superfície da terra como o impacto de um meteorito com essas dimensões. As deformações produzidas nas rochas em decorrência desse tipo de fenômeno são permanentes e servem para diagnosticá-lo. É então com base nelas que podemos dizer: aqui ocorreu um impacto”, explica. A comprovação rendeu a produção de um artigo que deverá compor a próxima edição do livro Large Meteorite Impacts IV a ser lançada, em março, pela Sociedade Geológica da América (GSA).
Muitas vezes, entre a descoberta de uma estrutura que pode ser uma cratera meteorítica e a comprovação segura de sua origem, podem se passar décadas, segundo Crósta. Foi justamente isso que ocorreu com a cratera de Cerro do Jarau, cuja possível origem meteorítica já havia sido aventada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na década de 1980. Mas ainda não tinham sido encontradas as evidências de deformação por impacto necessárias para a comprovação da origem. O mérito do trabalho realizado pelos pesquisadores da Unicamp no Cerro do Jarau, na opinião do professor, foi conseguir encontrar as feições específicas de uma cratera meteorítica. “Muitas vezes, essas feições são muito difíceis de encontrar, o que torna necessária a análise de uma grande quantidade de material. Existem várias estruturas similares no mundo, que apesar de terem toda a aparência de crateras meteoríticas, não se conseguiu até hoje comprovar a origem”, declara.

Crosta explica que, no caso de crateras meteoríticas mais jovens, existe a possibilidade de se encontrar fragmentos dos meteoritos que as formaram, mas quanto às crateras antigas, a comprovação torna-se mais difícil pelo fato de os meteoritos serem instáveis, do ponto de vista geoquímico, quando expostos às condições vigentes na superfície da Terra. “Quando há fragmentos do meteorito, como no caso da Meteor Crater, no Arizona, formada há apenas 50 mil anos, a comprovação é mais simples e direta, porém, quando não há, vamos atrás dessas evidências indiretas, que são as deformações nas rochas causadas pela liberação dessa enorme quantidade de energia”.

Outro fato importante a respeito de Cerro do Jarau é o fato de ser a terceira cratera brasileira formada em rochas basálticas (vulcânicas) e a quarta no mundo. A análise do processo de formação de crateras meteoríticas em rochas basálticas é importante para as pesquisas sobre a evolução geológica da superfície de outros corpos planetários, tais como a Lua e Marte, onde a presença de rochas basálticas é bastante comum, segundo Crósta. “Como o acesso direto a essas superfícies é difícil, pode-se inferir informações importantes usando as crateras basálticas terrestres como análogos das suas similares lunares ou marcianas”, explica.


Ele explica que são raras as exposições de rochas basálticas em grandes extensões continentais no Planeta Terra. Dentre as maiores exposições desse tipo de rocha encontram-se as da Bacia do Paraná, no Sul do Brasil, e as do Platô de Deccan, na região centro-oeste da Índia, onde também existe uma cratera meteorítica. “Mas esta cratera da Índia, chamada Lonar, é pequena, relativamente jovem, e o seu interior foi preenchido por um lago, o que torna difícil o acesso”, explica.

No Brasil, os basaltos são oriundos das fissuras ocorridas na crosta terrestre, na época da separação entre os continentes africano e sul-americano e a formação do Oceano Atlântico, segundo o professor. Eles teriam se espalhado na superfície e formaram camadas muito espessas. “Em alguns locais da Bacia do Paraná, as camadas de basalto chegam a mais de 2 quilômetros de espessura.” Quando houve a separação entre os continentes, uma parte dessa província basáltica ficou na África, e a outra ficou na América do Sul, contudo, não se conhece nenhuma cratera meteorítica na região basáltica da África.

Encontro
Tantas descobertas levam pesquisadores brasileiros a dar passos importantes no sentido de conhecer melhor as crateras do país. Uma das iniciativas foi propor uma sessão sobre crateras em basaltos num grande encontro internacional da União Geofísica Americana (AGU) que será realizada em Foz do Iguaçu em agosto deste ano. “Já recebemos contato de especialistas internacionais em planetologia comparada, grupos que estudam as crateras em outros planetas, e outros que vêm estudando essa cratera da Índia. Após o evento, faremos uma viagem de campo para levá-los a conhecer duas das crateras basálticas brasileiras: Vista Alegre, no Paraná, e Vargeão, em Santa Catarina”, informa.

No Brasil, não há nenhuma cratera meteorítica suficientemente grande para provocar um evento de extinção em massa da vida. De todo modo, é possível que as crateras brasileiras tenham produzido efeitos regionais com relação à extinção de formas de vida existentes à época do impacto.

Uma das crateras mais interessantes desse ponto de vista está localizada na divisa de Mato Grosso e Goiás. Trata-se da cratera de Araguainha, a maior da América do Sul, e também a primeira a ser estudada por Crósta em sua dissertação de mestrado, na década de 1970. Com 40 quilômetros de diâmetro, ela já possui uma dimensão suficiente para ter produzido efeitos consideráveis sobre as formas de vida então existentes. Uma relação que desperta o interesse científico pelo impacto que formou essa cratera é o fato de sua idade, determinada em 245 milhões de anos, ser bastante próxima do maior evento de extinção em massa ocorrido na Terra, o do Permiano-Triássico.

Ocorrido no final do Paleozóico, há aproximadamente 250 milhões de anos, esse evento foi responsável pela extinção de 80% das formas de vida, e os cientistas vêm buscando uma causa para essa extinção. Embora não haja possibilidade do impacto que formou Araguainha ser o único responsável por uma extinção de tal magnitude, a proximidade das idades é importante por poder sugerir uma associação entre os diferentes eventos. “Araguainha é a única cratera brasileira que tem uma idade precisa, obtida por métodos isotópicos de datação geocronológica”, explica o professor. As outras cinco crateras brasileiras têm de 9 a 13 quilômetros e não teriam capacidade de produzir efeitos globais, mas sim regionais.

Quebra-cabeça
Durante algum tempo, os cientistas suspeitavam da ligação entre impactos meteoríticos e a extinção de formas de vida, mas há cerca de 15 anos, a comprovação dessa relação em pelos menos um desses eventos de extinção foi feita com a descoberta da cratera de Chicxulub, no Golfo do México. A idade dessa cratera é de 65 milhões de anos, exatamente a mesma da grande extinção que eliminou da Terra, entre outras formas de vida, os dinossauros. Crósta explica que, nessa época, mais de 60% de todas as formas de vida da Terra desapareceram. “Este evento de extinção parece ter ocorrido em um intervalo de tempo relativamente curto, o que não é condizente com os demais processos geológicos comuns na superfície da Terra”, explica.

Para o professor, que contribuiu diretamente para a comprovação da origem de quatro das seis crateras existentes no Brasil, todas elas, independentemente do tamanho, são importantes para montar o quebra-cabeça da história da evolução do nosso planeta. Ele acrescenta que o processo de formação de crateras, que poucas décadas atrás não era considerado importante, hoje é considerado fundamental na evolução da superfície de todos os corpos planetários sólidos. “A diferença é que a Terra é geologicamente mais ativa quando comparada a outros planetas, como Marte e Vênus, que são repletos de crateras. A atividade geológica promove, com o passar do tempo, a destruição das crateras terrestres”, diz Crósta.

As poucas crateras que restaram são importantes, pois representam o registro parcial do que ocorreu na Terra, segundo o professor. “Elas são amostras que utilizamos para analisar a evolução da superfície do nosso planeta”.

fonte:

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estudos revelam existência de água em Marte e na Lua


24/09/2009 - 03h20

Washington, 23 set (EFE).- A Lua e Marte, corpos do sistema solar que se acreditava eram absolutamente áridos, na realidade contêm água, segundo revelam estudos baseados em observações de instrumentos da Nasa divulgados hoje pela revista Science.

No caso de Marte, os instrumentos e câmaras da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) indicam que em crateras de meteoritos entre o polo norte e o equador marciano poderia haver sob sua superfície água que é em 99% pura, assinalou um dos estudos.

"Sabíamos que havia água sob a superfície nas latitudes altas de Marte, mas esta se estende muito mais próxima do equador que o que se achava", indicou Shane Byrne, cientista da Universidade do Arizona.

Byrne, encarregado da câmara de alta resolução instalada na sonda MRO, indicou que "o outro descobrimento surpreendente é a pureza do gelo exposto nas crateras causados pelo impacto dos meteoritos".

O cientista explicou que devido a que a água se acumula sob a superfície se pensou que esta seria uma mistura de pó e líquido.

"Mas pudemos determinar, dado o tempo que demorou o gelo em desaparecer, que a mistura é de 1% de pó e 99% de gelo", indicou.

Há 40 anos, quando os astronautas das missões Apolo da Nasa trouxeram pedras lunares as puseram em caixas que tinham filtragens.

Isto levou aos cientistas acreditarem que o ar da Terra tinha contaminado os contêineres e a descartar a ideia que pudesse haver água no satélite natural.

No entanto, Larry Taylor, da Universidade do Tennessee, assinalou no estudo que as últimas provas e experimentos científicos indicaram que essa suposição era errônea.

"Nos enganamos. Como havia filtragens nos contêineres supusemos que a água provinha do ar terrestre", assinalou.

Taylor e sua equipe de cientistas usaram um instrumento da Nasa montado no satélite indiano Chandrayyan-1 para analisar a luz que reflete na superfície lunar a fim de determinar seus materiais.

Esse instrumento detectou longitudes de onda que indicariam um enlace químico entre dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio para formar a molécula de água (H20).

Segundo o estudo, na Lua existiriam dois tipos de água: exogênica, proveniente de objetos externos como meteoritos ou cometas que fizeram impacto na superfície, ou endogênica, ou seja, proveniente de seu interior.

Taylor e sua equipe assinalam que é muito possível que a água que se detectou na lua tenha uma origem endogênica.

"Os isótopos de oxigênio que existem na Lua são iguais aos da Terra, por isso seria difícil, se não impossível, estabelecer a diferença entre a água da Lua e a água da Terra", manifestou Taylor no estudo.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/09/24/ult1809u18080.jhtm

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Novo laboratório do IAG pesquisará origem e desenvolvimento da vida no contexto cósmico


Cristiane Sinatura / USP Online
cristiane.sinatura@usp.br

Bastante difundida no meio acadêmico e científico internacional, a astrobiologia – ciência que estuda a vida no cosmos, sob o viés de várias áreas do conhecimento – está prestes a consolidar seu espaço no Brasil. Em Valinhos, interior de São Paulo, o Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, vai ganhar uma câmara de simulação de ambientes extraterrestres – a primeira do tipo no Hemisfério Sul –, que já está em construção e deve entrar em funcionamento a partir de 2010.

Trata-se de um dispositivo que permite a regulação de parâmetros como radiação, pressão, composição atmosférica e temperatura, de forma a simular as condições de outros ambientes cósmicos, como meteoritos e planetas, e também da Terra primitiva. Atualmente, o grupo de astrobiologia do IAG, coordenado pelo professor Eduardo Janot Pacheco, realiza experimentos no Laboratório Nacional de Luz Síncroton, em Campinas.

Douglas Galante, pós-doutorando em astrobiologia no IAG e um dos primeiros doutores brasileiros na área, explica que, com a nova câmara em Valinhos, será possível explorar de maneira mais complexa e precisa a origem, o desenvolvimento e a manutenção da vida. Para isso, serão submetidos aos ambientes simulados micro-organismos capazes de sobreviver em situações extremas – os extremófilos -, coletados em regiões como o deserto de Atacama, no Chile, a Antártica e os Andes.

A câmara será aberta a toda a comunidade científica que submeta projetos de pesquisa. Futuramente, servirá também ao curso de graduação em astronomia do IAG, por meio de oficinas nas quais os alunos poderão realizar experimentos ao longo de uma semana. E, como o observatório de Valinhos recebe visitas da comunidade não-científica, a idéia é que a câmara possa também ser aberta à visitação, como forma de divulgação científica e expansão da astrobiologia. “Queremos transformar o Observatório de Valinhos em um polo de pesquisa e ensino na USP, com um grande potencial a ser explorado”, afirma Galante.

Interdisciplinaridade e parcerias
Junto à câmara, será construído também um laboratório de química e biologia, para a manipulação adequada dos extremófilos, já que as amostras são altamente sensíveis a contaminações. Isso reforça a inter e multidisciplinaridade que caracteriza a astrobiologia, que inclui também conhecimentos da física e da geologia.

O projeto da câmara teve origem a partir dos estudos do grupo de astrobiologia do IAG, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para a construção da câmara, o grupo conta com o apoio da Escola Politécnica (Poli) da USP, responsável pelo projeto mecânico e eletrônico. Financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a câmara terá custos de um milhão de reais.

Em seus estudos, o grupo do IAG também tem parcerias com o Instituto Oceanográfico (IO) da USP, a Pontifícia Universidade Católica do Chile, a Nasa, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Mauá. Com a Nasa, o grupo mantém um projeto de lançar extremófilos em balões. Já com a Universidade Mauá, os planos são de construir um satélite para experimentos biológicos.

Atualmente, o grupo está envolvido em projetos que estudam a origem da vida e a bioquímica em gelos cometários, a resposta biológica de micro-organismos em ambiente espacial e marciano, e também em ciência aplicada, para o desenvolvimento de materiais de uso espacial. Uma das principais teorias trabalhadas pelo grupo é a da panspermia, que colocam os meteoros e cometas como o “meio de transporte” pelo qual formas de vida bastante simples teriam chegado à Terra, há bilhões de anos.

Interessados em saber mais sobre as pesquisas em astrobiologia do IAG podem entrar em contato pelo telefone (11) 3091-2815 ou pelo email douglas@astro.iag.usp.br.Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Fonte:http://www4.usp.br/index.php/ciencias/17476-revisado-novo-laboratorio-do-iag-pesquisara-origem-e-desenvolvimento-da-vida-no-contexto-cosmico

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Notícias-Astrônomos americanos descobrem supernova de 11 bi de anos


Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas: explosões de estrelas gigantes que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.

Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.

Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos. Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.

Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos. "É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.

Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão. Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.

As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas. Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias.

fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3864341-EI238,00-Astronomos+americanos+descobrem+supernova+de+bi+de+anos.html

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Notícias-Cientistas encontram a evidência mais concreta de lago em Marte


Um longo e profundo cânion e os restos de uma praia talvez sejam a prova mais clara já encontrada sobre a existência de um lago na superfície de Marte, e ele aparentemente continha água quando o planeta já deveria ter secado, disseram cientistas nesta quarta-feira.

Imagens de uma câmera chamada High Resolution Imaging Science Experiment a bordo do satélite Mars Reconaissance Orbiter indicam que a água escavou um cânion de 50 quilômetros de extensão, revelou um grupo da Universidade do Colorado.

Ele teria coberto uma superfície de 200 quilômetros quadrados, com profundidade de 450 metros, escreveram os pesquisadores da revista Geophysical Research Letters.

Hoje é incontestável que existe água no solo de Marte - robôs de exploração encontraram gelo ali. Também há provas de que a água ainda pode brotar do subsolo para a superfície, ainda que ela rapidamente desapareça na fina e gelada atmosfera do planeta vermelho.

Cientistas também já haviam visto o que poderiam ser praias de rios gigantescos ou mares "mas algumas das formações também poderiam ser obra de deslizamentos de terra.

"Essa é a primeira prova sem ambiguidades sobre linhas costeiras na superfície de Marte", disse Gaetano Di Achille, que liderou o estudo.

"A identificação das linhas e as evidências geológicas nos permitem calcular o tamanho e o volume do lago, que parece ter se formado há cerca de 3,4 bilhões de anos", afirmou Di Achille em comunicado.

A água é um elemento-chave para a vida, e os cientistas procuram desesperadamente por provas de vida em Marte, seja passada ou presente. A existência de água no planeta também pode ser útil para futuros exploradores humanos.

"Na Terra, deltas e lagos são excelentes coletores e conservadores dos sinais de vida passada", disse Di Achille. "Se a vida alguma vez existiu em Marte, os deltas podem ser a chave para desvendar o passado biológico de Marte", acrescenta.

"A pesquisa não prova apenas que houve um sistema lacustre de longa existência em Marte, mas nós podemos ver que o lago se formou após o período quente e úmido que pensava-se que teria se dissipado", disse o professor assistente Brian Hynek.

O lago provavelmente evaporou, ou congelou após uma abrupta mudança climática, afirmaram os pesquisadores. Ninguém sabe o que fez Marte deixar de ser um planeta quente e úmido para se tornar o deserto gelado e sem ar que é hoje.

Reportagem de Maggie Fox

fonte:UOL-17/06/2009